Alterne entre as áreas

Doação de computadores do Senac irá beneficiar conselhos tutelares de 37 municípios alagoanos

Entrega deve acontecer no próximo dia 30. Ajustes foram decididos em reunião com lideranças do Sistema Fecomércio-Sesc-Senac AL, Secdef e MPAL nesta segunda, dia 3

icon-calendar 11/03/2026 às 10h30

Ascom - Senac/AL

Computadores completos e em perfeitas condições de uso serão doados pelo Senac AL com destinação final aos Conselhos Tutelares. A entrega está prevista para acontecer no dia 30 de março e os ajustes para a formalização do termo de doação foram acordados em reunião, na tarde desta segunda-feira (dia 9), entre o presidente do Sistema Fecomércio-Sesc-Senac Alagoas, Adeildo Sotero; o diretor regional do Senac AL, Felipe Dietschi; a secretária de Estado da Cidadania e da Pessoa com Deficiência (Secdef), Tereza Nelma; e o diretor do Centro de Apoio das Promotorias de Justiça do Ministério Público de Alagoas (CAOP), José Antônio Marques. O encontro aconteceu na sede da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio AL), sendo acompanhado por diretores da entidade.

Os 36 equipamentos a serem doados, somados a três que já estão na secretaria, irão beneficiar 37 municípios alagoanos. Dois destes municípios receberão dois computadores e os 35 restantes receberão, cada um, um computador. “Para além da doação, nós iremos capacitar as pessoas que vão utilizar esses computadores para que elas possam realmente contribuir com a sociedade, dentro de suas funções. Então, iremos promover, de forma gratuita por meio do nosso Programa Nacional de Gratuidade, cursos de qualificação para esses municípios que serão contemplados com a doação desses computadores”, anunciou o diretor regional do Senac, Felipe Dietschi.

A fala de Dietschi foi reforçada pelo presidente do Sistema. “Estamos aqui para contribuir com o projeto. Dentro do que for possível e dos limites de atuação do Sistema, as casas estão à disposição para auxiliar a esse trabalho que vai beneficiar a sociedade”, disse Sotero à secretária Tereza Nelma.

A ação parceira entre o Senac e Secdef conta com o apoio do Ministério Público. A instituição vem atuando ativamente na busca pela implementação de políticas públicas. “Antigamente, o Ministério Público só era visto, pelo prefeito, como alguém que acusa. Hoje, é um Ministério Público que faz parcerias, que vai buscar. E ele atua, principalmente, também, fazendo com que os municípios que não cumprem as suas métricas com relação às políticas públicas, que elas sejam feitas; aí sim o Ministério Público vai se estar cobrando”, enfatizou o promotor José Antônio Marques.

Por isso, além da proposta de capacitar as equipes dos conselhos tutelares, foi sugerida uma parceria com o MP na área de aprendizagem. Como uma das frentes da instituição é auxiliar e fiscalizar a implementação de políticas públicas voltadas a crianças, adolescentes e idosos em condições de vulnerabilidade, a ideia é contribuir para que jovens assistidos tenham acesso ao Programa de Aprendizagem desenvolvido pelo Senac.

 

Emendas parlamentares

Outro ponto abordado no encontro foi a viabilização de um curso presencial para Emendas Parlamentares, a ser realizado pelo Instituto Fecomércio de Estudos, Pesquisa e Desenvolvimento do Estado de Alagoas (Instituto Fecomércio AL). Com previsão para qualificar 50 pessoas e data a ser definida, o curso terá carga horária de 20h e duração de três dias. Na programação, temas como princípios norteadores da Administração Pública, conceitos essenciais sobre o sistema orçamentário, as oportunidades e desafios para a captação de recursos e o cronograma das emendas, dentre outros tópicos.

A iniciativa foi parabenizada pela secretária, pois reconhece a importância destes recursos na viabilização de muitos projetos e instituições. Ex-deputada federal, Tereza criticou a forma como se dá, atualmente, o repasse. “Sempre acreditei nas emendas. Mas as emendas, hoje, têm um grande problema. Ela tem o seu gestor municipal e estadual, que depende do órgão político para repassar o valor, mesmo sendo impositiva”, observou. Segundo ela, antes ia-se a Brasília em busca de recursos nos ministérios. Agora, essa interlocução acontece por meio dos ocupantes de cargos políticos. “Você bate na porta de um deputado ou de um senador, a quem você fica atrelado; não é fácil”, lamentou.

Pensando em cima da base legal, o curso do Instituto Fecomércio poderá auxiliar na compreensão do processo e na viabilização dos recursos, sendo relevante para ONGs e entidades do terceiro setor que atuam em áreas complementares às políticas públicas.