Repositor de mercadorias
Turma - 2026.5.16
PRESENCIALOnde o curso será realizado?
Justificativa
O setor de comércio brasileiro segue como um dos principais motores de desenvolvimento econômico e social do país, sendo responsável por cerca de 22% dos empregos formais, segundo Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). [1]Somente no primeiro semestre de 2025, o comércio gerou mais de 90 mil novos postos de trabalho, o que reforça sua importância na geração de renda e oportunidades em todo o território nacional. Nesse contexto, o Repositor de Mercadorias exerce papel fundamental no funcionamento diário das empresas do setor varejista, atacadista e de atacarejo, garantindo a organização, reposição e conservação de produtos, bem como o bom atendimento ao cliente e o fluxo eficiente das operações de venda.
A crescente adoção de recursos tecnológicos de apoio, como sistemas de controle de estoque, leitores de código de barras, etiquetas eletrônicas e planilhas digitais, vem exigindo que o repositor desenvolva competências voltadas à autonomia digital, atenção aos detalhes e responsabilidade com os processos. Além disso, práticas relacionadas à prevenção de perdas, ao controle de validade e à sustentabilidade passaram a ser cada vez mais valorizadas no ambiente de trabalho, tornando o desempenho desse profissional essencial para a competitividade e a imagem das empresas.
Dessa forma, a Qualificação Profissional em Repositor de Mercadorias, oferecida pelo Senac, justifica-se pela necessidade de formar profissionais preparados para atuar de maneira eficiente, segura e ética nas rotinas de reposição e controle de produtos. A formação proposta contribui para o fortalecimento da empregabilidade, para a melhoria dos serviços prestados no comércio e para o desenvolvimento econômico e social das comunidades, alinhando-se às Marcas Formativas Senac e às transformações atuais do mundo do trabalho.
[1] CONFEDERAÇÃO DA AGRICULTURA E PECUÁRIA DO BRASIL (CNA). Brasil cria 147,3 mil empregos formais em agosto. Comunicado técnico, edição 28/2025, Brasília, 2 out. 2025.
Disponível em: https://www.cnabrasil.org.br/publicacoes/brasil-cria-147-3-mil-empregos-formais-em-agosto. Acesso em: 10/11/2025
Perfil do Pessoal, Docente e Técnico
O desenvolvimento da oferta ora proposta requer docentes com experiência profissional na área de operação de caixa ou atendimento ao cliente ou rotinas de ponto de venda, atuando preferencialmente em ambientes comerciais como supermercados, farmácias, lojas de varejo ou similares e formação em Administração, Processos Gerenciais, Gestão Comercial ou áreas afins.
Quando houver oferta a distância, o Departamento Regional sede responsável pela oferta do curso definirá o perfil do tutor.
Orientações Metodológicas
As orientações metodológicas deste curso, em consonância com a proposta pedagógica do Senac, pautam-se pelo princípio da aprendizagem com autonomia e pelo desenvolvimento de competências, conceituadas como “ação/fazer profissional observável, potencialmente criativa(o), que articula conhecimentos, habilidades, atitudes e valores e permite desenvolvimento contínuo” (SENAC, 2022)[1].
Para tanto, foi configurado um percurso metodológico que privilegia a prática pedagógica contextualizada e promove a mobilização e articulação dos conhecimentos, das habilidades e das atitudes necessários para a ação e a solução de questões inerentes à natureza da ocupação. Esse percurso é também orientado pelas Marcas Formativas Senac: domínio técnico-científico, visão crítica, colaboração e comunicação, criatividade e atitude empreendedora, autonomia digital e atitude sustentável, atuando com foco em resultados.
Dado que o uso de inteligência artificial se torna cada vez mais relevante para a atuação profissional no Setor de Comércio de Bens, Serviços e Turismo, a Marca Formativa "Autonomia digital" desempenha um papel essencial na formação de profissionais capazes de integrar criticamente tecnologias emergentes em seus processos de trabalho, contribuindo para a inovação e a eficiência no ambiente profissional.
Nessa perspectiva, é apresentado, a seguir, um conjunto de atividades, estratégias pedagógicas e recursos didáticos que serve como referência para a elaboração do plano de trabalho docente do Senac. Essas estratégias pedagógicas podem ser ajustadas e complementadas, levando em consideração as especificidades da turma, as demandas do contexto educacional e os objetivos estabelecidos no plano de curso.
Para apoiar o planejamento e a execução das práticas educacionais, o Departamento Nacional recomenda consultar o site Espaço Docente, que apresenta uma seleção de recursos de incentivo à adoção de tecnologias digitais para apoiar abordagens inovadoras no processo de ensino-aprendizagem. Nesse site é possível acessar:
- plataforma Cachola:[2] ambiente de recursos educacionais do Senac que oferece materiais digitais para atender aos propósitos do MPS e promover o engajamento de alunos e docentes;
- plataforma Cubus:[3] oferece metodologias de ensino-aprendizagem, estratégias pedagógicas e dinâmicas projetadas para apoiar o processo educacional;
- Anuário de Tecnologias Educacionais[4]: apresenta conceitos, reflexões pedagógicas e uma seleção de ferramentas digitais alinhadas ao Modelo Pedagógico Senac, considerando o desenvolvimento de competências à luz de novas tecnologias;
- Mapeamento de Tecnologias Digitais[5]: busca identificar ferramentas que se alinhem à oferta educacional do Senac e compartilhar boas práticas adotadas pelos Departamentos Regionais.
Orientações metodológicas específicas para a unidade curricular:
UC1: Orientar os clientes em relação às mercadorias, produtos e serviços.
- Simulações de atendimento e dramatizações: recomenda-se que o docente desenvolva atividades práticas por meio das quais os alunos simulem o atendimento a diferentes perfis de clientes, considerando necessidades específicas, reclamações ou dúvidas frequentes no ponto de venda.
- Estudos de caso e rodas de conversa: podem ser propostos estudos de caso baseados em situações reais do comércio, seguidos de rodas de conversa que promovam a análise crítica sobre as atitudes no atendimento, incluindo acessibilidade e respeito à diversidade.
- Atividades colaborativas de melhoria do atendimento: sugere-se que os alunos desenvolvam roteiros de boas práticas de atendimento, a partir da observação ou pesquisa sobre experiências de compra em lojas da região.
- Dinâmicas interativas: estratégias como "juri simulado", debates sobre o Código de Defesa do Consumidor e atendimento humanizado podem ser utilizadas para estimular a empatia e a argumentação dos alunos.
Recursos
- Murais colaborativos, para organizar sugestões e boas práticas observadas pelos alunos nas simulações ou visitas.
- Mapas conceituais, para estruturar as etapas e tipos de atendimento e suas relações com os perfis de cliente.
- Vídeos demonstrativos e playlists do Senac Recomenda, com exemplos reais e simulados de atendimento ao cliente.
- Objetos digitais de aprendizagem (ODAs), como simuladores de atendimento, formulários digitais para pesquisa de satisfação, além de recursos de gamificação para treinar argumentação e escuta ativa.
UC2: Organizar e abastecer o ponto de venda com mercadorias e produtos.
Estratégias
- Simulações práticas de organização e reposição: os alunos devem praticar a aplicação de técnicas de exposição e abastecimento com base em visual merchandising e controle de estoque.
- Estudos de caso sobre falhas no abastecimento e perdas: indicados para exercitar a resolução de problemas e a tomada de decisão.
- Projetos colaborativos para organização de setor fictício: os grupos devem planejar e executar a organização de uma seção do PDV, reforçando trabalho em equipe, organização e responsabilidade.
Recursos
- Espaços simulados de PDV com prateleiras, etiquetas e cartazes promocionais: para práticas realistas de reposição.
- Planilhas de controle, aplicativos de inventário e modelos de layout: para visualização e organização dos processos.
- Murais colaborativos e mapas conceituais: para representar o layout, as estratégias de reposição e o controle de mercadorias.
- ODAs como planilhas interativas e jogos de simulação logística, além do Guia de Prática Docente do Modelo Pedagógico Senac (Espaço Docente).
UC 3 Projeto Integrador Repositor de mercadorias.
Criatividade e atitude empreendedora
Sugere-se que os alunos desenvolvam soluções inovadoras para melhorar o abastecimento e a apresentação das mercadorias no ponto de venda. As propostas podem incluir o redesign de layout de gôndolas, a criação de campanhas promocionais integradas à reposição ou o uso de ferramentas visuais para atrair o cliente e otimizar o fluxo do PDV.
Visão crítica
Recomenda-se a análise de situações-problema como perdas por validade vencida, falhas na reposição ou desorganização do estoque. Os alunos devem investigar as causas, propor alternativas e refletir sobre as consequências dessas falhas para a operação da loja e a experiência do cliente.
Colaboração e comunicação
Sugere-se que o projeto seja realizado em grupos, com tarefas divididas e momentos formais de comunicação, como reuniões e apresentações intermediárias. Entrevistas com profissionais da área, visitas técnicas e simulações de apresentação para gestores fictícios podem ser incluídas para fortalecer o trabalho em equipe e a expressão oral e escrita.
Autonomia digital
Indica-se o uso de ferramentas como planilhas eletrônicas, aplicativos de inventário, plataformas para criação de layout e sistemas colaborativos ao longo do projeto. Os alunos podem desenvolver protótipos digitais, painéis de acompanhamento ou relatórios interativos como entregas finais.
Atitude sustentável
Sugere-se a inclusão de reflexões sobre práticas sustentáveis no abastecimento, como redução de desperdício, descarte correto de materiais e organização com menor impacto ambiental. Os alunos podem pesquisar boas práticas no varejo sustentável e propor ações para o ponto de venda com base nessas referências.
[1] SENAC. DN. Competência. Rio de Janeiro, 2022. (Coleção de documentos técnicos do Modelo Pedagógico Senac). Disponível em: http://www.extranet.senac.br/modelopedagogicosenac/. Acesso em: jun. 2023.
[2] Recomenda-se o acesso à Cachola (https://cachola.senac.br/ ), que oferece recursos voltados à aplicação de tecnologias digitais no planejamento de situações de aprendizagem e ao estímulo de práticas pedagógicas inovadoras no contexto educacional.
[3] Desenvolvida em parceria com a OIT/Cinterfor – Centro Interamericano para o Desenvolvimento do Conhecimento na Formação Profissional da Organização Internacional do Trabalho, recomenda-se o acesso à Plataforma Cubus (https://cubus.oitcinterfor.org/).
[4] Recomenda-se a consulta ao portal Espaço Docente (https://espacodocente.senac.br/area-exclusiva/guias/ ), que disponibiliza o Anuário de Tecnologias Educacionais
[5] Recomenda-se a consulta ao portal Espaço Docente (https://espacodocente.senac.br/area-exclusiva/mapeamentos/ ), que disponibiliza o Mapeamento de Tecnologias Digitais.
Avaliação
Forma de expressão dos resultados da avaliação
Toda avaliação deve ser acompanhada e registrada ao longo do processo de ensino-aprendizagem, garantindo um acompanhamento contínuo do desenvolvimento do aluno. Para isso, foram definidos os tipos de menção a serem utilizados tanto nos registros parciais, realizados ao longo do processo, como nos registros finais, ao término da unidade curricular ou do curso.
As menções adotadas no Modelo Pedagógico Senac refletem o compromisso com o desenvolvimento das competências e visam minimizar a subjetividade na avaliação, proporcionando mais clareza e objetividade na mensuração do aprendizado.
Dessa forma, foram estabelecidas menções específicas para cada etapa do processo avaliativo, assegurando coerência na progressão da aprendizagem e contribuindo para um acompanhamento mais preciso do desempenho dos alunos.
Menção por indicador de competência
A partir dos indicadores que evidenciam o desenvolvimento da competência, foram estabelecidas menções para expressar os resultados de uma avaliação. As menções que serão atribuídas para cada indicador são:
durante o processo:
atendido – A;
parcialmente atendido – PA;
não atendido – NA;
ao término da unidade curricular:
atendido – A;
não atendido – NA.
Menção por unidade curricular
Ao término de qualquer unidade curricular (Competência, Estágio, Prática Profissional, Prática Integrada ou Projeto Integrador) estão as menções relativas a cada indicador. Caso algum dos indicadores não seja alcançado em alguma UC, o aluno será considerado reprovado naquela unidade. É com base nessas menções que se estabelece o resultado da unidade curricular. As menções possíveis para cada uma são:
desenvolvida – D;
não desenvolvida – ND.
Menção para aprovação no curso
Para aprovação no curso, o aluno precisa alcançar D (desenvolvida) em todas as unidades curriculares.
Além da menção D (desenvolvida), o aluno deve ter frequência mínima de 75%, conforme legislação vigente. Na modalidade a distância, o controle da frequência é baseado na realização das atividades previstas:
aprovado – AP;
reprovado – RP.
Recuperação
A recuperação ocorrerá imediatamente à constatação das dificuldades do aluno, podendo ser propostas atividades como resolução de problemas, estudos dirigidos e outras estratégias de aprendizagem que contribuam para o desenvolvimento da competência. Na modalidade de oferta presencial, é possível a adoção de recursos de educação a distância.
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