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Auxiliar em Saúde Bucal

Auxiliar em Saúde Bucal

Turma - 2026.2.191

PRESENCIAL

Onde o curso será realizado?

A odontologia brasileira possui destaque mundial pela qualidade de seus serviços e pela excelência técnica dos profissionais que compõem o setor. O país reúne mais de 441 mil cirurgiões-dentistas , sendo líder global em número de profissionais, além de contar com cerca de 216 mil trabalhadores auxiliares, entre Auxiliares em Saúde Bucal (ASB) e Técnicos em Saúde Bucal (TSB), conforme dados do Conselho Federal de Odontologia (CFO). Essa estrutura evidencia não apenas a força do setor, mas também a necessidade permanente de qualificação, atualização técnica e consolidação de práticas seguras e humanizadas no cuidado à saúde bucal.
Apesar dos avanços, o acesso aos serviços odontológicos ainda apresenta desigualdades importantes. O Censo da Odontologia 2024  aponta que, embora 68% da população tenha consultado um dentista no último ano, apenas 23% desses atendimentos ocorreram pelo SUS, revelando desafios na oferta pública e a importância da atenção primária como porta de entrada do cuidado. Nesse contexto, a Política Nacional de Saúde Bucal — Brasil Sorridente , implementada em 2004 e continuamente atualizada, ampliou a cobertura assistencial e fortaleceu a inserção de ASBs e TSBs nas equipes multiprofissionais, intensificando ações preventivas, educativas e clínicas voltadas à promoção da saúde.
No setor privado, observa-se um crescimento consistente. Em 2025 , o número de beneficiários de planos odontológicos chegou a 34,8 milhões, representando um aumento de 60% em oito anos, segundo a ANS. Essa expansão impulsiona a abertura de clínicas, redes de franquias e consultórios independentes, ampliando a demanda por profissionais auxiliares qualificados, capazes de atuar com eficiência, biossegurança e foco na experiência do paciente.
A empregabilidade na área é elevada e tende a crescer. Estima-se que mais de 80 mil ASBs atuem formalmente no país, com remunerações variando entre R$ 1.813 e R$ 3.624, segundo dados do eSocial e RAIS. A Lei nº 11.889/2008, que regulamenta o exercício de ASBs e TSBs, reforça a obrigatoriedade da presença de profissionais auxiliares nos consultórios, ampliando a responsabilidade desses trabalhadores e elevando a necessidade de formação consistente, alinhada às normativas sanitárias e às exigências técnicas da odontologia contemporânea.
Além das atribuições clínicas tradicionais — apoio ao cirurgião-dentista, organização do ambiente de trabalho, esterilização de instrumentais, preparo do paciente e suporte durante procedimentos — o ASB exerce papel decisivo na promoção da saúde, na educação em saúde bucal, no acolhimento humanizado e na adoção de práticas seguras conforme protocolos atualizados de biossegurança. A atuação desse profissional está diretamente relacionada à qualidade do atendimento, à redução de riscos, à experiência positiva do paciente e à efetividade dos cuidados prestados.
Diante desse cenário, o Senac oferta o Curso de Qualificação Profissional em Auxiliar em Saúde Bucal com o propósito de formar profissionais competentes, éticos e preparados para atuar em diferentes contextos da atenção odontológica.

O desenvolvimento da oferta ora proposta requer docentes com experiência profissional em atendimento clínico odontológico, formação superior em Odontologia e registro no Conselho Regional de Odontologia.

Quando houver oferta a distância, o Departamento Regional sede responsável pela oferta do curso definirá o perfil do tutor.

As orientações metodológicas deste curso, em consonância com a proposta pedagógica do Senac, pautam-se pelo princípio da aprendizagem com autonomia e pelo desenvolvimento de competências, conceituadas como “ação/fazer profissional observável, potencialmente criativa(o), que articula conhecimentos, habilidades, atitudes e valores e permite desenvolvimento contínuo” (SENAC, 2022) . 
Para tanto, foi configurado um percurso metodológico que privilegia a prática pedagógica contextualizada e promove a mobilização e articulação dos conhecimentos, das habilidades e das atitudes necessários para a ação e a solução de questões inerentes à natureza da ocupação. Esse percurso é também orientado pelas Marcas Formativas Senac: domínio técnico-científico, visão crítica, colaboração e comunicação, criatividade e atitude empreendedora, autonomia digital e atitude sustentável, atuando com foco em resultados. 
Dado que o uso de inteligência artificial se torna cada vez mais relevante para a atuação profissional no Setor de Comércio de Bens, Serviços e Turismo, a Marca Formativa "Autonomia digital" desempenha um papel essencial na formação de profissionais capazes de integrar criticamente tecnologias emergentes em seus processos de trabalho, contribuindo para a inovação e a eficiência no ambiente profissional. 
Nessa perspectiva, é apresentado, a seguir, um conjunto de atividades, estratégias pedagógicas e recursos didáticos que serve como referência para a elaboração do plano de trabalho docente do Senac. Essas estratégias pedagógicas podem ser ajustadas e complementadas, levando em consideração as especificidades da turma, as demandas do contexto educacional e os objetivos estabelecidos no plano de curso. 
Para apoiar o planejamento e a execução das práticas educacionais, o Departamento Nacional recomenda consultar o site Espaço Docente,  que apresenta uma seleção de recursos de incentivo à adoção de tecnologias digitais para apoiar abordagens inovadoras no processo de ensino-aprendizagem. Nesse site é possível acessar: 
- plataforma Cachola:   ambiente de recursos educacionais do Senac que oferece materiais digitais para atender aos propósitos do MPS e promover o engajamento de alunos e docentes; 
- plataforma Cubus:  oferece metodologias de ensino-aprendizagem, estratégias pedagógicas e dinâmicas projetadas para apoiar o processo educacional;  
- Anuário de Tecnologias Educacionais : apresenta conceitos, reflexões pedagógicas e uma seleção de ferramentas digitais alinhadas ao Modelo Pedagógico Senac, considerando o desenvolvimento de competências à luz de novas tecnologias; 
- Mapeamento de Tecnologias Digitais : busca identificar ferramentas que se alinhem à oferta educacional do Senac e compartilhar boas práticas adotadas pelos Departamentos Regionais. 

Orientações metodológicas específicas para a Unidade Curricular:
UC 1: Organizar o ambiente de trabalho odontológico.
Estratégias pedagógicas: 
1.    Aprendizagem Baseada em Problemas: sugere-se a prática com agenda simulada para controle de horários, encaixes e confirmação de consulta, essas atividades poderão ser realizadas em agenda online ou em parceria com algum software para clínicas odontológicas. Oficina prática de prontuário odontológico com modelos reais e fictícios.  Prática de mapa visual com os tipos de documentos, prazos de guarda e normas. Práticas supervisionadas com sequência completa de limpeza, desinfecção, assepsia dos ambientes em uma clínica odontológica. Aulas com demonstração de produtos (hipoclorito, álcool 70%, desinfetantes específicos). Aulas demonstrativas de banho ultrassônico, escovação, secagem e inspeção do instrumental para desenvolver o processo de esterilização. Atividades práticas com indicadores biológicos e químicos de esterilização, além de rotulagem e registro de cargas da autoclave. Aulas práticas de lubrificação de alta e baixa rotação, trocas de borrachas, manutenção simples. Mini estoque didático com insumos odontológicos reais (resinas, EPI, anestésicos). Atividades práticas de inventário físico, conferência de validade e lote, exercícios de simulação de pedidos conforme demanda do consultório, atividades de etiquetagem e armazenamento correto;  
2.    estudo de caso:  recomenda-se estudos de caso com fluxos de recepção (primeira consulta, urgência, retorno, procedimentos mais comuns) para trabalhar diferentes situações no cotidiano de trabalho e como os alunos irão resolver. Estudo de caso sobre erros de registro e suas consequências legais. Estudo de caso sobre falhas nos processos e como identificá-las para melhorar a jornada e experiência do cliente. Estudo de caso de acidentes com perfurocortantes e medidas pós-exposição. Demonstração prática de descarte de amálgama, reveladores/fixadores, resinas e anestésicos;
3.    simulação: orienta-se a realizar simulações filmadas com diferentes perfis de pacientes e situações (atraso, ansiedade, dúvidas, erros de comunicação, conflitos, paciente que veio para reconsulta e não fez os exames de imagem, solicitados, entre outros).  Simulação com base em um roteiro de atendimento humanizado, com técnicas de acolhimento e escuta ativa. Simulação de conferência e arquivo em armários, pastas e sistemas digitais. Simulação completa do CME odontológico utilizando bancadas práticas. Simulação de abertura de chamados técnicos e registros de manutenção;
4.    vídeo:  sugere-se a análise de vídeos mostrando erros comuns no processo de desinfecção e esterilização. Vídeos, fotos ou peças reais com a demonstração de vários equipamentos e instrumentais, para identificação de instrumental danificado.
Recursos didáticos: 
·    formulários digitais e ferramentas colaborativas: on-line para experimentação das ações de ordem administrativa e operacional, bem como, para planejamento e controle de estoque dos produtos;
·    laboratório pedagógico de odontologia: com tecnologia para as aulas práticas dos processos e técnicas em Saúde Bucal como  box de atendimento com equipo odontológico completo (cadeira odontológica, mesa com canetas de alta e baixa rotação e seringa tríplice, cuspideira, sugador de sangue e saliva, refletor), negatoscópio, pia, mocho e mesa auxiliar, compressor, amalgamador de cápsula, fotopolimerizador, aparelhos de profilaxia (ultrassom, autoclave, aparelho purificador de água), caixa de revelação radiográfica, aparelho de raio x odontológico intraoral, avental plumbífero e protetor de tireoide para paciente. O Laboratório de procedimentos odontológicos (bancada de equipamentos e pia, mochos, compressor, amalgamador de cápsula, fotopolimerizador, balança para gesso, vibrador de gesso).
·    checklists de acolhimento, atendimento e outros procedimentos, impressos e plastificados;
·    softwares educativos ou planilhas para agenda: para simulação de encaixes, faltas, atrasos, reorganização de horários. Outra sugestão seria utilizar agenda online; 
·    kit de biossegurança: máscaras, luvas, avental, óculos, entre outros.

UC 2: Orientar o paciente e seus responsáveis legais sobre as técnicas de higiene bucal. 
Estratégias pedagógicas: 
1.    Aprendizagem Baseada em Problemas: sugere-se a realização de atividade prática com manequins odontológicos onde o docente apresenta diferentes métodos (Bass modificada, Fones, Stillman), e os alunos reproduzem em manequins ou arcadas pedagógicas. Prática com rotações de estações de aprendizagem, onde cada estação contém um cenário diferente (pediatria, geriatria, ortodontia, deficiência motora), onde os alunos devem escolher e demonstrar a técnica de escovação adequada. Prática de demonstração pelo docente com prática supervisionada com diversos tipos de fios (encerado, não encerado, fita dental, passadores). Prática de análise comparativa de diferentes enxaguatórios (indicações, princípios ativos, contraindicações), seguida de demonstração prática. Estação prática com diferentes tipos de raspadores (plástico, inox, alça), onde cada aluno pratica em manequins. Oficinas de construção de materiais educativos (elaboração de cartazes, folders simples, maquetes, jogos pedagógicos para diferentes públicos). Ainda, recomenda-se distribuir indicadores de saúde bucal do território de atuação ou realizar parceria com o programa de saúde bucal do município para terem acesso aos indicadores.  A partir deles, os alunos, em grupo, poderão planejar ações de ações educativas e preventivas comunitárias, como palestras, campanhas e atividades escolares voltadas à promoção da saúde bucal. Pode fazer essa parceria entre as casas (integração) SESC e Senac, além da rede de saúde do seu município;
2.    estudo de caso: recomenda-se estudos de casos com prescrição simulada onde os alunos recebem a “indicação do dentista” e precisam escolher e demonstrar a técnica correspondente;
3.    simulação: orienta-se a simulação guiada com feedback imediato onde os alunos são observados performando a técnica em modelos e recebem correções objetivas do docente. Dinâmica de simulação por grupos (role play) onde o aluno como Auxiliar de Saúde Bucal (ASB), outro como paciente devem orientar e demonstrar o uso do fio ou enxaguatório para os pacientes, responsáveis legais ou grupos. Cenários simulados com pacientes sensíveis ao reflexo de vômito, levando à discussão sobre orientações adequadas e adaptação da técnica. Simulação realística de atividades educativas: com atores ou colegas interpretando o público (ex.: turma infantil inquieta, paciente resistente, idoso com dificuldade de compreensão);
4.    debate: sugere-se debate orientado por evidências onde poderão discutir sobre fatores de risco, determinantes sociais da saúde bucal e estratégias de prevenção (fluorterapia, selantes, hábitos). Rodas de conversa reflexivas: análise de dificuldades enfrentadas na prática educativa e soluções possíveis;
5.    vídeo: recomenda-se a utilização de vídeos de profissionais demonstrando técnicas corretas e incorretas para comparação crítica, realização de análise e um grande debate em sala de aula. Recomenda-se a análise de vídeos clínicos comentados: apresentação de casos com diferentes necessidades. Após o vídeo, os alunos devem justificar a escolha da técnica e demonstrá-la.
Recursos didáticos: 
•    formulários digitais e ferramentas colaborativas: on-line para experimentação das ações de ordem administrativa e operacional, bem como, para planejamento e controle de estoque dos produtos;
•    laboratório pedagógico de odontologia: com tecnologia para as aulas práticas dos processos e técnicas em Saúde Bucal como  box de atendimento com equipo odontológico completo (cadeira odontológica, mesa com canetas de alta e baixa rotação e seringa tríplice, cuspideira, sugador de sangue e saliva, refletor), negatoscópio, pia, mocho e mesa auxiliar, compressor, amalgamador de cápsula, fotopolimerizador, aparelhos de profilaxia (ultrassom, autoclave, aparelho purificador de água), caixa de revelação radiográfica, aparelho de raio x odontológico intraoral, avental plumbífero e protetor de tireoide para paciente. O Laboratório de procedimentos odontológicos (bancada de equipamentos e pia, mochos, compressor, amalgamador de cápsula, fotopolimerizador, balança para gesso, vibrador de gesso).
•    checklists de acolhimento, atendimento e outros procedimentos, impressos e plastificados;
•    softwares educativos ou planilhas para agenda: para simulação de encaixes, faltas, atrasos, reorganização de horários. Outra sugestão seria utilizar agenda online; 
•    kit de biossegurança: máscaras, luvas, avental, óculos, entre outros.

UC 3: Auxiliar na realização do trabalho clínico odontológico.
Estratégias pedagógicas: 
1.    Aprendizagem Baseada em Problemas: sugere-se a demonstração prática de montagem do equipo odontológico com alinhamento aos POPs do serviço de odontologia. Atividade prática de prontuário, com preenchimento de casos simulados, para os alunos desenvolverem a escrita técnica, bem como, entender a importância desse registro no processo de trabalho. Rotação por estações com atividades sobre a notação dentária, nomenclatura, registro de achados e registro legal. Análise de mapa de riscos da clínica odontológica como atividade de diagnóstico. Demonstração prática de paramentação e desparamentação (PPE donning/doffing). Laboratório de manipulação com rodízio de materiais (gesso, resinas temporárias, alginato, cimentos). Desafio comparativo: manipular material com técnica correta x incorreta e avaliar resultados. Atividade de diagnóstico de falhas utilizando radiografias com erros (manchas, velamento, cortes). Estação de avaliação anatômica utilizando modelos de gesso para seleção correta. Comparação prática entre moldeiras (metálicas, acrílicas, descartáveis). Atividade de adaptação com prova de moldeiras na arcada simulada;
2.    estudo de caso: recomenda-se estudo de caso estruturado com diferentes perfis de pacientes (idoso, criança, gestante, paciente ansioso) para que os alunos resolvam situações que envolvem manejo de crise, tomada de decisão, empatia diante do caso. Análise comparativa entre prontuários bem preenchidos e com erros comuns;
3.    seminários: orienta-se disponibilizar aos alunos, diferentes tipos de bulas/orientações de materiais de uso odontológico para leitura prévia e em sala de aula, apresentação como: identificação do material, técnicas de manipulação, indicações e contraindicações, precauções e riscos ocupacionais, erros comuns e como evitá-los, como armazenar, conservar e descartar;
4.    simulação: sugere-se a simulação realística de acolhimento com atores ou colegas representando diferentes perfis (idoso com mobilidade reduzida, criança ansiosa, paciente com necessidades especiais. Simulação dialogada com foco em comunicação, postura profissional e etapas do preparo. Simulação de incidentes críticos (perfurocortante, contaminação acidental, ruptura de barreira). Simulação por estações com etapas fragmentadas (revelação, fixação, lavagem). Simulação de atendimento (aluno recebe indicação e escolhe moldeira justificando a decisão);
Recursos didáticos: 
•    formulários digitais e ferramentas colaborativas: on-line para experimentação das ações de ordem administrativa e operacional, bem como, para planejamento e controle de estoque dos produtos;
•    laboratório pedagógico de odontologia: com tecnologia para as aulas práticas dos processos e técnicas em Saúde Bucal como  box de atendimento com equipo odontológico completo (cadeira odontológica, mesa com canetas de alta e baixa rotação e seringa tríplice, cuspideira, sugador de sangue e saliva, refletor), negatoscópio, pia, mocho e mesa auxiliar, compressor, amalgamador de cápsula, fotopolimerizador, aparelhos de profilaxia (ultrassom, autoclave, aparelho purificador de água), caixa de revelação radiográfica, aparelho de raio x odontológico intraoral, avental plumbífero e protetor de tireoide para paciente. O Laboratório de procedimentos odontológicos (bancada de equipamentos e pia, mochos, compressor, amalgamador de cápsula, fotopolimerizador, balança para gesso, vibrador de gesso).
•    checklists de acolhimento, atendimento e outros procedimentos, impressos e plastificados;
•    softwares educativos ou planilhas para agenda: para simulação de encaixes, faltas, atrasos, reorganização de horários. Outra sugestão seria utilizar agenda online; 
•    kit de biossegurança: máscaras, luvas, avental, óculos, entre outros.

UC 4: Estágio Profissional Supervisionado para Auxiliar em Saúde Bucal.
Considerando que o estágio é ato educativo e visa a preparação do aluno para o trabalho, indicamos campos de estágio, tais como: consultórios e clínicas odontológicas podendo ser particulares, em Unidade Básica de Saúde (UBS), em Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), em órgãos como Marinha, Exército e Aeronáutica, em clínicas escolas de instituições de Ensino Superior.
Com base na articulação das unidades curriculares que antecedem o estágio recomendamos que sejam planejadas atividades como: 
•    limpeza, desinfecção e assepsia de mobiliários, equipamentos e instalações; 
•    processamento do instrumental odontológico (lavagem, secagem, empacotamento, esterilização e armazenamento); 
•    manutenção e conservação de instrumental e equipamentos odontológicos;
•    recepção e preparo do paciente para atendimento e dispensa após atendimento;
•    preenchimento do prontuário odontológico conforme orientação do cirurgião-dentista (anamnese, ficha clínica e odontograma);  
•    higienização das mãos e paramentação;  
•    orientação de higiene bucal (técnicas de escovação, uso de fio dental e raspador de língua);  
•    disponibilização de instrumental, material de consumo e equipamentos conforme procedimento a ser realizado; 
•    seleção e manipulação de materiais odontológicos conforme solicitação do cirurgião-dentista; 
•    processamento do filme radiográfico, montagem da cartela e arquivamento; 
•    seleção de moldeiras e manipulação de material de moldagem; 
•    confecção de modelos de gesso; 
•    instrumentação clínica;
•    descarte de resíduos odontológicos.
Os docentes devem considerar os indicadores das UCs 1, 2 e 3 para acompanhar o processo formativo dos alunos.
Durante o desenvolvimento das atividades é importante que o docente acompanhe e avalie o aluno, considerando além do domínio técnico-científico, as demais marcas formativas e os aspectos comportamentais como postura profissional, comunicação assertiva, cordialidade, expressos nos elementos das competências.
Essa Unidade Curricular pode ser ofertada em concomitância com as UCs 1, 2 e 3.

UC 5: Projeto Integrador Auxiliar em Saúde Bucal. 
·    criatividade e atitude empreendedora: sugere-se que os alunos estruturem uma pesquisa colaborativa, por meio da qual mapeiam boas práticas e ações de promoção da saúde e prevenção de bucal, desenvolvendo processo criativo para gerar a solução do tema gerador que o grupo escolher desenvolver. Com essas ações dos alunos poderão desenvolver material educativo autoral (cartilha, folder, cartaz, jogo educativo), uma proposta de ação educativa inovadora em saúde bucal, um protocolo de atendimento humanizado com diferencial criativo, e uma apresentação do projeto em formato de pitch ou painéis;
·    visão crítica: recomenda-se a realização de debates sobre estratégias de comunicação e engajamento com o usuário, família e comunidade, para adesão de ações de prevenção, promoção e corresponsabilidade ao autocuidado em saúde bucal.  Para isso poderão aplicar estudo de caso (real ou simulado) envolvendo falhas de comunicação, acolhimento ou acesso, fazer  uma análise comparativa entre um atendimento humanizado e um não humanizado,  debates orientados e rodas de conversa, e uma reflexão escrita mediada pelo docente com possíveis entregáveis de diagnóstico do público-alvo ou do fluxo de atendimento odontológico, estudo de caso analisado pelo grupo, relato reflexivo individual ou coletivo, propostas de melhoria do atendimento sob a ótica da humanização;
·    colaboração e comunicação: sugere-se a realização de palestras com outros profissionais da área (ACS, médico, enfermeiro, assistente sociais, entre outros), visando proporcionar aos estudantes contato com diferentes realidades de mercado. Além disso, aprender a importância de trabalhar no contexto da equipe de saúde da família.  Também poderão desenvolver ações para desenvolver habilidades de escuta, diálogo, empatia e linguagem acessível, simular o cotidiano do trabalho do ASB junto à equipe odontológica tendo como entregáveis um mapeamento do fluxo de atendimento odontológico humanizado,    um roteiro de comunicação da equipe odontológica, um registro da simulação do atendimento, e a apresentação coletiva do projeto integrador;
·    autonomia digital: indica-se estimular o uso de tecnologias ao longo de todo o curso, desde plataformas de gestão de processos e rotina de produção executiva até registros e divulgação dos trabalhos nas redes sociais. Também incentivar aos alunos navegar pela internet, pesquisar aplicativos de saúde oficiais do Ministério da Saúde com objetivo de utilizar ferramentas digitais como apoio à educação em saúde, desenvolver responsabilidade no uso das tecnologias, e produzir materiais digitais adequados ao contexto da saúde. Com essas ações poderão fazer material educativo em formato digital (PDF, apresentação, vídeo curto), portfólio digital do projeto integrador, roteiro de orientação ao paciente para uso de informações digitais confiáveis, registro digital do processo de aprendizagem;
·    atitude sustentável: sugere-se a apresentação de palestras ou um debate para ampliar o entendimento sobre o tema e ampliar o repertório de orientar famílias sobre o uso consciente de recursos no processo de trabalho na saúde bucal, como identificar riscos ambientais, atuar em educação ambiental e sanitária, e fortalecer hábitos que impactam saúde, ambiente e qualidade de vida. Os integráveis poderão ser um protocolo de atendimento ou uma ação educativa com foco sustentável, material educativo sobre uso consciente de recursos e higiene bucal, propostas de redução de desperdícios no atendimento, relato reflexivo relacionando saúde, meio ambiente e responsabilidade social. Essas ações que irão contribuir para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente ODS 3 (Saúde), 6 (Água), 11 (Cidades Sustentáveis) e 12 (Consumo Responsável).

Forma de expressão dos resultados da avaliação

Toda avaliação deve ser acompanhada e registrada ao longo do processo de ensino-aprendizagem, garantindo um acompanhamento contínuo do desenvolvimento do aluno. Para isso, foram definidos os tipos de menção a serem utilizados tanto nos registros parciais, realizados ao longo do processo, como nos registros finais, ao término da unidade curricular ou do curso.

As menções adotadas no Modelo Pedagógico Senac refletem o compromisso com o desenvolvimento das competências e visam minimizar a subjetividade na avaliação, proporcionando mais clareza e objetividade na mensuração do aprendizado.

Dessa forma, foram estabelecidas menções específicas para cada etapa do processo avaliativo, assegurando coerência na progressão da aprendizagem e contribuindo para um acompanhamento mais preciso do desempenho dos alunos.

Menção por indicador de competência

A partir dos indicadores que evidenciam o desenvolvimento da competência, foram estabelecidas menções para expressar os resultados de uma avaliação. As menções que serão atribuídas para cada indicador são:

durante o processo:

atendido – A;
parcialmente atendido – PA;
não atendido – NA;


ao término da unidade curricular:

atendido – A;
não atendido – NA.


Menção por unidade curricular

Ao término de qualquer unidade curricular (Competência, Estágio, Prática Profissional, Prática Integrada ou Projeto Integrador) estão as menções relativas a cada indicador. Caso algum dos indicadores não seja alcançado em alguma UC, o aluno será considerado reprovado naquela unidade. É com base nessas menções que se estabelece o resultado da unidade curricular. As menções possíveis para cada uma são:

desenvolvida – D;
não desenvolvida – ND.


Menção para aprovação no curso

Para aprovação no curso, o aluno precisa alcançar D (desenvolvida) em todas as unidades curriculares.

Além da menção D (desenvolvida), o aluno deve ter frequência mínima de 75%, conforme legislação vigente. Na modalidade a distância, o controle da frequência é baseado na realização das atividades previstas:

aprovado – AP;
reprovado – RP.


Recuperação

A recuperação ocorrerá imediatamente à constatação das dificuldades do aluno, podendo ser propostas atividades como resolução de problemas, estudos dirigidos e outras estratégias de aprendizagem que contribuam para o desenvolvimento da competência. Na modalidade de oferta presencial, é possível a adoção de recursos de educação a distância.

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