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Técnico em Farmácia

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Turma - 2026.3.316

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O segmento farmacêutico no Brasil tem se destacado como um dos mais dinâmicos e promissores em escala global. Impulsionado pela evolução tecnológica, pelo crescimento das vendas on-line e pela aprovação de novidades, como a telemedicina e a prescrição digital, o setor tem conquistado espaço no cenário mundial. Segundo o Sindusfarma[1], o Brasil representa 2% do mercado mundial de medicamentos e, conforme projeções da Abrafarma[2], está a caminho de figurar entre os cinco principais mercados farmacêuticos até o fim de 2023. Adicionalmente, nosso país ostenta a posição de quarto maior mercado de cosméticos[3], com faturamentos expressivos, e é um player de destaque na exportação de fragrâncias e produtos masculinos[4].

Entretanto, esse crescimento não se apresenta sem seus desafios. O Ministério da Saúde e a Anvisa estão em constante movimento para regulamentar e adaptar normas para garantir a qualidade e segurança dos produtos e serviços do setor. Este contexto regulatório, somado à expansão dos serviços farmacêuticos, como consultórios e prescrição farmacêutica, e a popularização dos suplementos alimentares[5],[6], demonstra a crescente demanda por profissionais especializados. O número de farmácias[7] e drogarias ultrapassou os 91 mil estabelecimentos em 2023, com um faturamento impressionante[8], enquanto o setor hospitalar e de manipulação[9],[10] apresentou expansões significativas em estabelecimentos e serviços.

Diante desse cenário, existem inúmeras oportunidades[11] para o Técnico em Farmácia, que atua sob a supervisão do Farmacêutico, e contribui na orientação da população sobre o uso correto e racional de medicamentos, cosméticos, suplementos alimentares e produtos para saúde, na organização e controle de estoque, na manipulação, produção e controle de qualidade de matérias-primas, medicamentos e cosméticos. É um profissional que precisa, além de conhecimentos técnico-científicos, de princípios para realização de ações de educação em saúde e de responsabilidade social, econômica e ambiental, a fim de contribuir para o bem-estar e a saúde da população.

 

[1] Sindusfarma – Perfil da Indústria Farmacêutica, 2022. Disponível em: https://sindusfarma.org.br/uploads/files/229d-gerson-almeida/Publicacoes_PPTs/PERFIL_IND_FARMACEUTICA_22_PORT.pdf. Acesso em: 29 jun. 2023.

[2] Abrafarma – Mercado farma se aproxima dos 5 maiores no mundo: B2B ultrapassou B2C em faturamento. Disponível em: https://www.abrafarma.com.br/noticias/mercado-farma-se-aproxima-dos-5-maiores-no-mundo-b2b-ultrapassou-b2c-em-faturamento. Acesso em: 29 jun. 2023.

[3] Associação Brasileira de Embalagem (Abre). Panorama global de consumo de produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos marcam o primeiro dia da Semana ABIHPEC de mercado 2002. Set. 2022. Disponível em:< https://www.abre.org.br/inovacao/panorama-global-de-consumo-de-produtos-de-higiene-pessoal-perfumaria-e-cosmeticos-marcam-o-primeiro-dia-da-semana-abihpec-de-mercado-2022/>. Acesso em 29.jun.2023.

[4] Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec). Panorama do setor, maio, 2023. Disponível em:< https://abihpec.org.br/site2019/wp-content/uploads/2023/01/Panorama-do-Setor_Atualizado_17-05_.pdf >. Acesso em 29.jun. 2023.

[5] Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres (Abiad). Dados consolidados do Setor de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres em 2022 (comparativos a 2021). Disponível em:< https://abiad.org.br/o-setor-em-numeros/>. Acesso em 29 jun. 2023.

[6] Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres (Abiad). Dados consolidados do Setor de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres em 2022 (comparativos a 2021). Disponível em:< https://abiad.org.br/o-setor-em-numeros/>. Acesso em 29 jun. 2023.

[7] Revista da Farmácia. IQVIA divulga panorama do mercado farma. Dezembro, 2022. Disponível em: https://revistadafarmacia.com.br/mercado/iqvia-divulga-panorama-do-mercado-farma/. Acesso em 29.jun. 2023.

[8] Revista da Farmácia. IQVIA divulga panorama do mercado farma. Dezembro, 2022. Disponível em:https://revistadafarmacia.com.br/mercado/iqvia-divulga-panorama-do-mercado-farma/. Acesso em 29.jun. 2023.

[9] Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais (Anfarmag). Panorama Setorial 2022. Disponível em:. Acesso em jun. 2023.

[10] Abinpet –  Mercado Pet Brasil 20023. Disponível em: < https://abinpet.org.br/dados-de-mercado/>. Acesso em 29.jun. 2023.

[11] Panorama Farmacêutico. Agosto registra 4,6mil vagas de emprego em farmácias. Disponível em:< https://panoramafarmaceutico.com.br/agosto-46-k-vagas-emprego-em-farmacias/>. Acesso em 10. ago 2023.

 

 

O desenvolvimento da oferta ora proposta requer docentes conforme especificações a seguir:

 

Unidades curriculares 1 e 2

Formação superior em Farmácia, com registro no Conselho Regional de Farmácia e, preferencialmente, experiência profissional em drogaria.

 

Unidade curricular 3

Formação superior em Farmácia, com registro no Conselho Regional de Farmácia e, preferencialmente, experiência profissional na comercialização de cosméticos. 

 

Unidade curricular 4

Formação superior em Farmácia, com registro no Conselho Regional de Farmácia e, preferencialmente, experiência profissional em drogaria e/ou farmácia com manipulação.

 

Unidade curricular 5

Formação superior em Farmácia, com registro no Conselho Regional de Farmácia e, preferencialmente, experiência profissional em dispensação no SUS.

 

Unidade curricular 6

Formação superior em Farmácia, com registro no Conselho Regional de Farmácia e, preferencialmente, experiência profissional em farmácia hospitalar.

 

Unidade curricular 7

Formação superior em Farmácia, com registro no Conselho Regional de Farmácia e, preferencialmente, experiência profissional em controle de estoque na área farmacêutica.

 

Unidade curricular 8

Formação superior na área da Saúde, com registro no respectivo Conselho de Classe e, preferencialmente, experiência em saúde pública.

 

Unidades curriculares 9, 10 e 11

Formação superior em Farmácia, com registro no Conselho Regional de Farmácia e experiência profissional em Farmacotécnica.

 

Unidade curricular 12

Formação superior em Farmácia, com registro no Conselho Regional de Farmácia e experiência profissional em Farmacotécnica, preferencialmente homeopática. 

 

Unidade curricular 13

Formação superior em Farmácia ou Química, com registro no respectivo Conselho de Classe e, preferencialmente, experiência profissional em controle de qualidade na área farmacêutica.

Quando houver oferta a distância, o Departamento Regional sede responsável pela oferta do curso definirá o perfil do tutor.

As orientações metodológicas deste curso, em consonância com a proposta pedagógica do Senac, pautam-se pelo princípio da aprendizagem com autonomia e pela metodologia de desenvolvimento de competências, entendidas como "ação/fazer profissional observável, potencialmente criativa(o), que articula conhecimentos, habilidades e atitudes/valores e que permite desenvolvimento contínuo" (SENAC, 2022)[1].

As competências que compõem a organização curricular do curso foram definidas com base no perfil profissional de conclusão, considerando a área de atuação e os processos de trabalho desse profissional. Para o desenvolvimento das competências, foi configurado um percurso metodológico que privilegia a prática pedagógica contextualizada, ficando o aluno diante de situações de aprendizagem que possibilitem o exercício contínuo da mobilização e a articulação dos saberes necessários para a ação e a solução de questões inerentes à natureza da ocupação.

A mobilização e a articulação dos elementos da competência requerem a proposição de situações desafiadoras de aprendizagem que apresentem patamares crescentes de complexidade e se relacionem com a realidade do aluno e o contexto da ocupação.

As atividades relacionadas ao planejamento de carreira dos alunos devem ocorrer de forma concomitante ao desenvolvimento das marcas formativas: colaboração e comunicação, visão crítica, criatividade e atitude empreendedora. Recomenda-se que o tema seja abordado no início das primeiras unidades curriculares do curso e revisitado no decorrer de toda a formação. A partir da reflexão sobre si mesmos e sobre as próprias trajetórias profissionais, os alunos podem reconhecer possibilidades de atuação na perspectiva empreendedora e elaborar estratégias para identificar oportunidades e aprimorar cada vez mais suas competências. O docente pode abordar com os alunos o planejamento de carreira a partir dos seguintes tópicos: a) ponto de partida: momento de vida do aluno, suas possibilidades de inserção no mercado, fontes de recrutamento e seleção, elaboração de currículo, remuneração oferecida pelo mercado, competências que apresenta e histórico profissional; b) objetivos: o que o aluno pretende com relação à sua carreira a curto, médio e longo prazos; e c) estratégias: o que o aluno deve fazer para alcançar seus objetivos.

Esse plano de ação tem como foco a iniciativa, a criatividade, a inovação, a autonomia e o dinamismo, na perspectiva de que os alunos possam criar soluções e buscar formas diferentes de atuar em seu segmento.

No que concerne às orientações metodológicas para a Unidade Curricular Projeto integrador (UCPI), recomenda-se que o docente apresente aos alunos o tema gerador a ela vinculado na primeira semana do curso, possibilitando-lhes modificar e/ou substituir a proposta inicial. Para a execução da UCPI, o docente deve atentar para as fases que a compõem: a) problematização – detalhamento do tema gerador); b) desenvolvimento – elaboração das estratégias para atingir os objetivos e dar respostas às questões formuladas na etapa de problematização); e c) síntese – organização e avaliação das atividades desenvolvidas e dos resultados obtidos.

Ressalta-se que o tema gerador deve se basear em problemas da realidade da ocupação, propiciando desafios significativos que estimulem a pesquisa a partir de diferentes temas e ações relacionadas ao setor produtivo ao qual o curso está vinculado. Nesse sentido, a proposta deve contribuir para o desenvolvimento de projetos consistentes que ultrapassem a mera sistematização das informações trabalhadas durante as demais unidades curriculares.

No tocante à apresentação dos resultados, o docente deve retomar a reflexão sobre a articulação das competências do perfil profissional e o desenvolvimento das marcas formativas, correlacionando-os ao fazer profissional. Deve, ainda, incitar o compartilhamento dos resultados do projeto integrador com todos os alunos e a equipe pedagógica, zelando para que a apresentação estabeleça uma aproximação com o contexto profissional. Caso o resultado não atenda aos objetivos iniciais do planejamento, não há necessidade de novas entregas, mas o docente deve propor aos alunos que reflitam sobre todo o processo de aprendizagem com o intuito de verificar o que acarretou o resultado obtido.

O domínio técnico-científico, a visão crítica, a colaboração e comunicação, a criatividade e atitude empreendedora, a autonomia digital e a atitude sustentável são marcas formativas a serem evidenciadas ao longo de todo o curso. Reúnem uma série de atributos que são desenvolvidos e/ou aprimorados por meio das experiências de aprendizagem vivenciadas pelos alunos, e têm como função qualificar e diferenciar o perfil profissional do egresso no mercado de trabalho.

Nessa perspectiva, compete à equipe pedagógica identificar os elementos de cada UC que contribuem para o trabalho com as marcas formativas. Assim, elas podem ser abordadas com a devida ênfase nas unidades curriculares, a depender da proposta e do escopo das competências.

Portanto, trata-se de um compromisso educacional promover, de forma combinada, tanto o desenvolvimento das competências como o das marcas formativas, com atenção especial às possibilidades que o projeto integrador pode oferecer.

Orientações gerais para todas as unidades curriculares

 

Tendo em vista que a ocupação Técnico em Farmácia tem suas atividades diretamente vinculadas às legislações, às normas e a outros documentos técnicos e de validade nacional, sugere-se ao docente orientar os alunos a elaborar um portfólio desses documentos para consulta tanto durante o decorrer das unidades curriculares como para levar consigo e consultar em sua atuação no mercado de trabalho.

Também se recomenda ao docente que procure obter modelos e exemplos de procedimentos (POPs) relacionados a cada uma das unidades curriculares para trabalhá-los no contexto dos indicadores. Isso porque as atividades desempenhadas na realidade do trabalho possuem procedimentos técnicos a serem cumpridos. Desse modo, o docente pode avaliar o desenvolvimento das competências por meio de estudos de caso, simulações e situações-problema, baseados em ações de fornecimento e orientação para o uso racional de medicamentos, produção e manipulação de formas farmacêuticas, testes de qualidade e controle de estoque, nos diversos locais de atuação do Técnico em Farmácia, como drogarias, farmácias com manipulação, hospitais, clínicas, unidades de dispensação do SUS, distribuidoras e indústrias farmacêuticas e cosméticas.

Visando favorecer o processo de ensino e aprendizagem, de acordo com a natureza do perfil profissional, a lógica de trabalho da ocupação e a organização curricular do curso, recomenda-se a seguinte oferta:

- iniciar a oferta do curso pelas UCs 1 e 2, sendo que essas podem ser ofertadas de forma concomitante e antes das UCs 4 e 5;

- a UC 9 deve ser ofertada antes das UCs 10 e 11, sendo que essas duas podem ser ofertadas de forma concomitante;

- as UCs 13 e 12 podem ser concomitantes à oferta da UC 9.

Contudo, questões operacionais podem impactar no atendimento ao disposto, cabendo a cada Conselho Regional a aprovação de alterações na sequencialidade das unidades curriculares, desde que embasadas em parecer do respectivo setor responsável pela educação profissional.

 

 

 

Orientações metodológicas específicas por unidade curricular

 

UC 1: Auxiliar no fornecimento de medicamentos em farmácias

Sugere-se ao docente planejar atividades de aprendizagem diversificadas, tais como: pesquisas em diferentes fontes, levantamento de dados sobre medicamentos, prescrições e visita técnica em farmácias com e sem manipulação (drogaria). Também se recomenda a abordagem dos elementos constantes nesta unidade com: simulações, situações-problema e casos reais, nos quais o aluno precise argumentar com relação às ações referentes à dispensação nesses estabelecimentos, entrevistas com clientes, balconistas, atendentes, Técnicos em Farmácia e farmacêuticos, buscando relatos pessoais e experiências, cujos resultados sejam analisados pelos alunos à luz dos procedimentos e da legislação abordados em sala de aula. Para vivenciar a dispensação, orienta-se ao docente que providencie diversas embalagens e caixas de medicamentos, exemplos de prescrições de medicamentos alopáticos, homeopáticos, fitoterápicos, incluindo florais e notificações de receita com o intuito de simular esse processo, tal como ocorre no mundo do trabalho. Cabe ressaltar que quando o plano de curso trata do elemento Softwares, o que se indica é que os alunos conheçam o que existe no mercado e possam verificar o funcionamento de algum desses durante visitas técnicas, pesquisas ou por meio de ferramentas gratuitas ou desenvolvidas no Senac. Propõe-se a prática de atividades com o uso de computadores para a simulação de procedimentos tecnológicos pertinentes às atividades cotidianas desse profissional. Sugere-se, ainda, ao docente que utilize o Banco de Objetos Digitais de Aprendizagem (ODAS) Espie.

 

UC 2: Auxiliar na orientação do uso racional de medicamentos em farmácias

Sugere-se ao docente abordar os elementos constantes nesta unidade com: dramatizações, simulações, dinâmicas e entrevistas que possibilitem a análise de situações cotidianas envolvendo o relacionamento interpessoal e a orientação aos clientes sobre o uso de medicamentos, bem como a interpretação de bulas. A partir dessas estratégias, o docente pode avaliar os indicadores e analisar as atitudes adotadas por meio de júri simulado e outras atividades. Orienta-se ao docente que a abordagem de anatomia, fisiologia, microbiologia, parasitologia, patologia e farmacologia sejam de forma introdutória e contextualizada aos medicamentos com o objetivo de promover a orientação segura e assertiva. Sobre primeiros-socorros indica-se ao docente abordar com foco no conceito entre urgência e emergência, sinais, sintomas e conduta, com finalidade de orientação e não de prática das manobras. Orienta-se a prática de atividades com o uso de computadores para a simulação de procedimentos tecnológicos pertinentes às atividades cotidianas desse profissional. Propõe-se ainda ao docente que utilize o Banco de Objetos Digitais de Aprendizagem (ODAS) Espie.

UC 3: Auxiliar na orientação para o uso de cosméticos, suplementos alimentares, produtos de higiene pessoal, perfumaria e produtos para saúde em farmácias

Sugere-se ao docente abordar os elementos constantes nesta unidade: com visitas técnicas para observação dos tipos de produtos comercializados em farmácias com e sem manipulação (drogarias), seus ativos, embalagens e informações de rotulagem; simulações, situações-problema e casos reais, dramatizações e dinâmicas que contextualizem situações de orientação com relação ao uso dos produtos de higiene pessoal, perfumaria, cosméticos, suplementos alimentares e produtos para saúde (correlatos) nesses estabelecimentos. Recomenda-se que o docente apresente os conceitos e tipos de cosméticos orgânicos, veganos, naturais e nutricosméticos. Propõe-se focar especialmente nos produtos cosméticos de grau de risco 2 que no mercado são nomeados dermocosméticos.

Sugere-se ter um kit de produtos abordados nesta UC, para identificação dos vários tipos de embalagens e dados de rotulagem servindo de contextualização e utilização durante as aulas. Orienta-se a prática de atividades com o uso de computadores para simulação de procedimentos tecnológicos pertinentes às atividades cotidianas desse profissional. Propõe-se ainda ao docente que utilize o Banco de Objetos Digitais de Aprendizagem (ODAS) Espie.

 

UC 4: Auxiliar na comercialização de produtos em farmácias

Sugere-se ao docente abordar os elementos constantes nesta unidade, tais como: visitas técnicas e/ou como cliente oculto para observação da exposição dos produtos; como está sendo realizado o atendimento ao cliente; se há ações promocionais e de fidelização para que o aluno visualize o cenário do local de trabalho desse profissional, e possa analisar e dramatizar o processo de atendimento aos clientes; e a comercialização de produtos. O docente pode solicitar aos alunos que filmem uns aos outros para proceder uma análise do processo de atendimento ao cliente e do domínio das técnicas de vendas e negociação. Cabe lembrar a necessidade de providenciar os termos de uso de imagem assinados pelos alunos. Indica-se também o fornecimento de   situações-problema e casos reais, para que possam ser avaliados pelos alunos. Orienta-se a prática de atividades com o uso de computadores para a simulação de procedimentos tecnológicos pertinentes às atividades cotidianas desse profissional. Propõe-se, ainda, ao docente que utilize o Banco de Objetos Digitais de Aprendizagem (ODAS) Espie.

 

UC 5: Auxiliar no fornecimento de medicamentos e produtos para a saúde em unidades de dispensação do SUS

Recomenda-se ao docente planejar atividades de aprendizagem diversificadas, tais como: pesquisas em diferentes fontes, levantamento de dados sobre medicamentos e produtos fornecidos em unidades de dispensação do SUS ou locais de distribuição de medicamentos de alto custo e de programas especiais, como de combate à tuberculose, Aids, hepatites, bem como a Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas e os modelos de prescrições e notificações utilizados. Também é sugerida a abordagem dos elementos constantes nesta unidade com: visitas técnicas, simulações, situações-problema e casos reais, nos quais o aluno precise argumentar com relação às ações referentes ao fornecimento de medicamentos e produtos para  saúde em ambientes de dispensação do SUS; entrevistas com usuários, atendentes e técnicos em Farmácia e com farmacêuticos (se possível), buscando relatos pessoais e experiências, cujos resultados sejam analisados pelos alunos à luz dos procedimentos e da legislação abordados em sala de aula. Se houver possibilidade, sugere-se uma vivência em uma unidade do SUS. Orienta-se a prática de atividades com o uso de computadores para a simulação de procedimentos tecnológicos pertinentes às atividades cotidianas desse profissional. Sugere-se ainda ao docente que utilize o Banco de Objetos Digitais de Aprendizagem (ODAS) Espie.

 

UC 6: Auxiliar no fornecimento de medicamentos e produtos para saúde em hospitais e clínicas

Recomenda-se ao docente planejar atividades de aprendizagem diversificadas, tais como: pesquisas em diferentes fontes, levantamento de dados sobre medicamentos, produtos para saúde, protocolos e prescrições utilizadas em clínicas e hospitais. Também é sugerida a abordagem dos elementos constantes nesta unidade com: simulações, situações-problema, casos reais e, se possível, visita técnica nas quais o aluno precise argumentar com relação às ações referentes ao fornecimento de medicamentos e produtos nesses estabelecimentos, entrevistas com técnicos, auxiliares, farmacêuticos e equipe de Enfermagem, buscando relatos pessoais e experiências profissionais. Se houver possibilidade, indica-se uma vivência em uma clínica ou hospital. Propõe-se também que os alunos realizem o fracionamento e a unitarização de medicamentos, bem como a montagem de kits, além de esquematizar os diferentes tipos de sistemas de dispensação. Os resultados obtidos devem ser analisados pelos alunos à luz dos procedimentos e da legislação abordada em sala de aula. Orienta-se a prática de atividades com o uso de computadores para a simulação de procedimentos tecnológicos pertinentes às atividades cotidianas desse profissional. Sugere-se, ainda, ao docente que utilize o Banco de Objetos Digitais de Aprendizagem (ODAS) Espie.

 

UC 7: Realizar o controle e a manutenção do estoque de insumos, medicamentos, cosméticos e produtos para saúde 

Recomenda-se adotar estratégias de situações-problema e estudos de caso relacionados às atividades diárias de controle de estoque, tais como: simulações de recebimento, conferência, armazenamento, saída de produtos do estoque e inventário; verificação de pedidos e Danfe; organização e processo de movimentação de estoque de medicamentos, suplementos, cosméticos, produtos para a saúde e preenchimento de documentos. Também são sugeridos exercícios com cálculos referentes ao controle de estoque e visitas técnicas em distribuidoras de medicamentos, farmácias e hospitais. O docente pode solicitar aos alunos a elaboração de fluxo de um estoque com base em procedimentos e na legislação para compreensão de todas as etapas do controle de estoque em cada ambiente de trabalho (farmácia com e sem manipulação, hospitais, SUS e distribuidoras de medicamentos). Orienta-se a prática de atividades com o uso de computadores para a simulação de procedimentos tecnológicos pertinentes às atividades cotidianas desse profissional. Propõe-se, ainda, ao docente que utilize o Banco de Objetos Digitais de Aprendizagem (ODAS) Espie.

 

UC 8: Auxiliar na realização de ações de educação em saúde na área farmacêutica

Propõem-se atividades de pesquisa em sites e em campanhas de educação em saúde realizadas; e levantamento de dados com visitas de campo em diferentes patamares de atenção à saúde, farmácias e drogarias que possibilitem a compreensão dos problemas condicionantes e determinantes do processo saúde-doença no contexto local. Desse modo, os alunos devem elaborar planos de a ação de educação em saúde para a comunidade pesquisada ou outra, bem como providenciar materiais necessários à ação, sendo executada conforme o planejamento realizado, quando possível. Orienta-se a prática de atividades com o uso de computadores para a simulação de procedimentos tecnológicos pertinentes às atividades cotidianas desse profissional. Sugere-se ao docente também que utilize o Banco de Objetos Digitais de Aprendizagem (ODAS) Espie.

 

UC 9: Realizar operações farmacotécnicas na manipulação e produção de medicamentos alopáticos e cosméticos na forma líquida

Sugere-se que o docente elabore exercícios de prática e simulações, durante os quais os alunos recebam a ordem de manipulação/pedido do cliente e o executem até o envase, rotulagem e conferência, seguindo os POPs do processo de manipulação de medicamentos e cosméticos na forma líquida. Indica-se ao docente que os alunos manipulem soluções, xaropes, elixires, suspensões, xampus e outros, conforme demanda do mercado local, e que alguns produtos manipulados tenham sua técnica ou componentes alterados para que o aluno evidencie não conformidades. Também deve se evidenciar a realização e o registro do controle em processo durante o preparo dos produtos. Além disso, propõe-se que o docente aborde estudos de caso solicitando aos alunos que argumentem a respeito da correção ou não dos processos e procedimentos constantes nos relatos. Sugere-se também ao docente que utilize o Banco de Objetos Digitais de Aprendizagem (ODAS) Espie.

 

UC 10: Realizar operações farmacotécnicas na manipulação e produção de medicamentos alopáticos e cosméticos na forma semissólida

Sugere-se que o docente elabore exercícios de prática e simulações, durante os quais os alunos recebam a ordem de manipulação/pedido do cliente e o executem até o envase, rotulagem e conferência, seguindo os POPs do processo de manipulação de medicamentos e cosméticos na forma semissólida. Indica-se ao docente que os alunos manipulem géis, cremes, pomadas, pastas, óvulos ou supositórios e outros, conforme demanda do mercado local, e que alguns produtos manipulados tenham sua técnica ou componentes alterados para que o aluno evidencie não conformidades. Também se deve evidenciar a realização e o registro do controle em processo durante o preparo dos produtos. Além disso, propõe-se que o docente aborde estudos de caso solicitando aos alunos que argumentem a respeito da correção ou não dos processos e procedimentos constantes nos relatos. Sugere-se, ainda, ao docente enfatizar aos alunos que, tendo em vista as operações farmacotécnicas empregadas e o laboratório utilizado no preparo de “óvulos e supositórios” em farmácias com manipulação, estão sendo abordados nesta UC, e não na UC de formas sólidas, mesmo que conceitualmente sejam formas sólidas. E indica-se ao docente que também utilize o Banco de Objetos Digitais de Aprendizagem (ODAS) Espie.

 

UC 11: Realizar operações farmacotécnicas na manipulação e produção de medicamentos alopáticos e cosméticos na forma sólida

Sugere-se que o docente elabore exercícios de prática e simulações, durante os quais os alunos recebam a ordem de manipulação/pedido do cliente e o executem até o envase, a rotulagem e a conferência, seguindo os POPs do processo de manipulação de medicamentos e cosméticos na forma sólida. Indica-se ao docente que os alunos manipulem cápsulas, pós, sachês e outros, conforme a demanda do mercado local e que alguns produtos manipulados tenham seus componentes ou concentrações/quantidades alterados para que o aluno evidencie não conformidades. Também se deve evidenciar a realização e o registro do controle em processo durante o preparo dos produtos. Além disso, sugere-se que o docente aborde estudos de caso solicitando aos alunos que argumentem a respeito da correção ou não dos processos e procedimentos constantes nos relatos. Propõe-se ainda ao docente que também utilize o Banco de Objetos Digitais de Aprendizagem (ODAS) Espie.

 

UC 12: Realizar operações farmacotécnicas na manipulação de medicamentos homeopáticos

Sugere-se que o docente elabore exercícios de prática e simulações, durante os quais os alunos recebam a ordem de manipulação/pedido do cliente e o executem até o envase, a rotulagem e a conferência, seguindo os POPs do processo de manipulação de medicamentos homeopáticos de uso interno e externo e florais. Indica-se ao docente que os alunos manipulem soluções hidroalcóolicas e medicamentos líquidos, semissólidos e sólidos. Além disso, propõe-se que o docente aborde estudos de caso, solicitando aos alunos que argumentem a respeito da correção ou não dos processos e procedimentos constantes nos relatos. Sugere-se ainda ao docente que também utilize o Banco de Objetos Digitais de Aprendizagem (ODAS) Espie.

 

UC 13: Realizar controle de qualidade em insumos, embalagens e produtos acabados

Sugere-se que o docente elabore exercícios de prática, simulações e experimentações durante as quais os alunos realizem os testes de qualidade em insumos, medicamentos e cosméticos nas formas líquidas, semissólidas e sólidas e materiais de embalagens. Indica-se uma pesquisa bibliográfica e sua sistematização referente aos diferentes tipos de teste de controle de qualidade, apresentando as análises e os respectivos resultados. No que se refere a “testes microbiológicos”, informa-se ao docente que, caso não exista infraestrutura que torne possível a realização de exercícios práticos, deve abordar as atividades práticas em laboratório por meio de vídeos, imagens, pesquisas, visitas técnicas etc. Propõe-se ao docente que também utilize o Banco de Objetos Digitais de Aprendizagem (ODAS) Espie.

 

UC 14: Projeto Integrador Técnico em Farmácia

As orientações sobre o Projeto Integrador constam na organização curricular do curso, com a sugestão das propostas de sua operacionalização.

 

[1] Senad. DN. Competência. Rio de Janeiro, 2022. (Coleção de documentos técnicos do Modelo Pedagógico Senac). Disponível em: http://www.extranet.senac.br/modelopedagogicosenac/. Acesso em: jun. 2023.

 

De forma coerente com os princípios pedagógicos da Instituição, a avaliação tem como objetivos:

  • ser diagnóstica: averiguar o conhecimento prévio de cada aluno e seu domínio das competências, dos indicadores e elementos, elencar as reais necessidades de aprendizado e orientar a abordagem docente;
  • ser formativa: acompanhar todo o processo de desenvolvimento das competências propostas neste plano, constatando se o aluno está apto a avançar para a próxima etapa e, se necessário, realizar ajustes no planejamento para otimizar o processo de ensino-aprendizagem;
  • ser somativa: atestar o rendimento de cada aluno, se os objetivos de aprendizagem e competências foram desenvolvidos com êxito e verificar se ele está apto a receber seu certificado ou diploma.

 

8.1. Forma de expressão dos resultados da avaliação

  • Toda avaliação deve ser acompanhada e registrada ao longo do processo de ensino-aprendizagem. Para tanto, definiu-se o tipo de menção que será utilizado para realizar os registros parciais (ao longo do processo) e finais (ao término da unidade curricular/curso).
  • As menções adotadas no Modelo Pedagógico Senac reforçam o comprometimento com o desenvolvimento da competência e buscam minimizar o grau de subjetividade do processo avaliativo.
  • De acordo com a etapa de avaliação, foram estabelecidas menções específicas a serem adotadas no decorrer do processo de aprendizagem.

 

8.1.1. Menção por indicador de competência

A partir dos indicadores que evidenciam o desenvolvimento da competência, foram estabelecidas menções para expressar os resultados de uma avaliação. As menções que serão atribuídas para cada indicador são:

Durante o processo

  • Atendido – A
  • Parcialmente atendido – PA
  • Não atendido – NA

 

Ao término da unidade curricular

  • Atendido – A
  • Não atendido – NA

 

8.1.2. Menção por unidade curricular

Ao término de qualquer unidade curricular (competência, estágio, prática profissional, prática integrada ou projeto integrador) estão as menções relativas a cada indicador. Caso algum dos indicadores não seja atingido em alguma UC, o aluno será considerado reprovado naquela unidade. É com base nessas menções que se estabelece o resultado da unidade curricular. As menções possíveis para cada uma são:

  • Desenvolvida – D
  • Não desenvolvida – ND

 

8.1.3. Menção para aprovação no curso

Para aprovação no curso, o aluno precisa atingir D (desenvolvida) em todas as unidades curriculares.

Além da menção D (desenvolvida), o aluno deve ter frequência mínima de 75%, conforme legislação vigente. Na modalidade a distância, o controle da frequência é baseado na realização das atividades previstas:

  • Aprovado – AP
  • Reprovado – RP

 

8.2. Recuperação

A recuperação ocorrerá imediatamente à constatação das dificuldades do aluno, podendo ser propostas atividades como resolução de problemas, estudos dirigidos e outras estratégias de aprendizagem que contribuam para o desenvolvimento da competência. Na modalidade de oferta presencial, é possível a adoção de recursos de educação a distância.

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