Maquiador
Turma - 2026.2.133
PRESENCIALOnde o curso será realizado?
Justificativa
A área de Maquiagem apresenta um crescimento constante no mercado, impulsionado pela busca por produtos de alta performance, técnicas avançadas de aplicação e forte presença digital de influenciadores e marcas de cosméticos – que buscam novas tecnologias para entregar mais saúde para a pele –, evidencia o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), o Brasil é o quarto país que mais consome produtos de beleza no mundo, evidenciando oportunidades para profissionais capazes de dominar tendências e inovação[1]. Ao mesmo tempo, surgem desafios relacionados à adoção de tecnologias [2]de realidade aumentada para simulações de make-up, bem como à necessidade de constante atualização sobre formulações e compatibilidade com diferentes tipos de pele.
Nesse cenário, o maquiador desempenha um papel essencial na elevação da autoestima, na promoção da imagem pessoal e na geração de oportunidades de renda e empreendedorismo. A oferta do curso de Maquiador pelo Senac reforça a necessidade de formar profissionais preparados para atuar de maneira ética, sustentável e criativa, integrando técnicas de visagismo, comunicação e gestão de negócios.
Dessa forma, o Senac contribui para o fortalecimento do mercado de Beleza, disponibilizando profissionais qualificados que podem se destacar em segmentos diversos, como Moda, Publicidade, Eventos e Atendimento personalizado em salões de beleza.
[1] De acordo com: https://abihpec.org.br/brasil-e-o-quarto-maior-mercado-de-beleza-e-cuidados-pessoais-do-mundo/. Acesso em: mar. 2025.
Perfil do Pessoal, Docente e Técnico
O desenvolvimento da oferta ora proposta requer docentes com experiência profissional em atividades específicas de maquiador, com ensino médio completo, preferencialmente graduados.
Quando houver oferta a distância, o Departamento Regional sede responsável pela oferta do curso definirá o perfil do tutor.
Orientações Metodológicas
As orientações metodológicas deste curso, em consonância com a proposta pedagógica do Senac, pautam-se pelo princípio da aprendizagem com autonomia e pelo desenvolvimento de competências, conceituadas como “ação/fazer profissional observável, potencialmente criativa(o), que articula conhecimentos, habilidades, atitudes e valores e permite desenvolvimento contínuo” (SENAC, 2022)[1].
Para tanto, foi configurado um percurso metodológico que privilegia a prática pedagógica contextualizada e promove a mobilização e articulação dos conhecimentos, das habilidades e das atitudes necessários para a ação e a solução de questões inerentes à natureza da ocupação. Esse percurso é também orientado pelas Marcas Formativas Senac: domínio técnico-científico, visão crítica, colaboração e comunicação, criatividade e atitude empreendedora, autonomia digital e atitude sustentável, atuando com foco em resultados.
Dado que o uso de inteligência artificial se torna cada vez mais relevante para a atuação profissional no Setor de Comércio de Bens, Serviços e Turismo, a Marca Formativa "Autonomia digital" desempenha um papel essencial na formação de profissionais capazes de integrar criticamente tecnologias emergentes em seus processos de trabalho, contribuindo para a inovação e a eficiência no ambiente profissional.
Nessa perspectiva, é apresentado, a seguir, um conjunto de atividades, estratégias pedagógicas e recursos didáticos que serve como referência para a elaboração do plano de trabalho docente do Senac. Essas estratégias pedagógicas podem ser ajustadas e complementadas, levando em consideração as especificidades da turma, as demandas do contexto educacional e os objetivos estabelecidos no plano de curso.
Para apoiar o planejamento e a execução das práticas educacionais, o Departamento Nacional recomenda consultar o site Espaço Docente, que apresenta uma seleção de recursos de incentivo à adoção de tecnologias digitais para apoiar abordagens inovadoras no processo de ensino-aprendizagem. Nesse site é possível acessar:
- plataforma Cachola:[2] ambiente de recursos educacionais do Senac que oferece materiais digitais para atender aos propósitos do MPS e promover o engajamento de alunos e docentes;
- plataforma Cubus:[3] oferece metodologias de ensino-aprendizagem, estratégias pedagógicas e dinâmicas projetadas para apoiar o processo educacional;
- Anuário de Tecnologias Educacionais[4]: apresenta conceitos, reflexões pedagógicas e uma seleção de ferramentas digitais alinhadas ao Modelo Pedagógico Senac, considerando o desenvolvimento de competências à luz de novas tecnologias;
- Mapeamento de Tecnologias Digitais[5]: busca identificar ferramentas que se alinhem à oferta educacional do Senac e compartilhar boas práticas adotadas pelos Departamentos Regionais.
Orientações metodológicas específicas para a unidade curricular:
UC 1: gerenciar negócios de beleza.
- Estudos de caso e/ou simulação: sugere-se que o docente realize atividades em que os alunos pratiquem o que desenvolveram com relação a fluxo de caixa, precificação e controle de estoque, utilizando ferramentas tecnológicas como planilhas eletrônicas e softwares de gestão para administrar finanças, cadastrar produtos e registrar vendas.
- Atividades de planejamento de marketing digital: recomenda-se que o docente desenvolva atividades por meio das quais os alunos terão de criar campanhas em redes sociais e plataformas específicas, que podem ser conduzidas para que eles pratiquem a análise de métricas de engajamento e fidelização de clientes, inserindo no processo discussões sobre LGPD, registro de MEI/Simples e a aplicação do Código de Defesa do Consumidor.
- Oficina Prática de Precificação: sugere-se que o docente oriente os alunos a trabalharem em equipes nesta atividade. Cada equipe deve definir cinco serviços para precificar, levado em conta análise de fornecedores, negociação e demanda, reproduzindo situações reais do mercado. É indicado que o resultado seja apresentado para os demais colegas, para troca de experiências.
- Roda de conversa: recomenda-se que o docente apresente casos reais envolvendo direitos e deveres de consumidores em serviços de beleza. Os alunos devem propor sugestões para resolução de conflitos com clientes, respeitando as normativas legais.
- Prática Profissional de Planejamento de Carreira: é indicado que o docente oriente os alunos a elaborarem um plano de desenvolvimento profissional, com metas de curto, médio e longo prazos. Posteriormente, os alunos devem simular uma entrevista de emprego e networking, aplicando técnicas de branding pessoal.
Recursos
Para esta competência, sugere-se o uso diversificado de recursos pedagógicos, tais como:
- murais colaborativos, que facilitam a exposição de ideias, promovem a interação e ajudam a visualizar o progresso das atividades;
- mapas conceituais, que auxiliam na organização de conceitos e permitem ao aluno estabelecer relações entre os conhecimentos, as habilidades e as atitudes trabalhados e as situações de trabalho inerentes à ocupação;
- Senac Recomenda: playlists que auxiliam nas diversas discussões propostas com vídeos relacionados à competência da UC: https://www.youtube.com/SenacRecomenda
UC 2: organizar o ambiente e os processos de trabalho.
- Organização do espaço e de documentação: sugere-se que o docente propicie atividades para que os alunos realizem o manuseio e a higienização de mobiliários e utensílios, bem como a organização de documentos, sempre respeitando princípios de ergonomia, biossegurança e sustentabilidade.
- Visitas técnicas e simulações: é indicado que o docente leve a turma para visitas a locais de atuação profissional, experimentações e simulações em ambientes de laboratório e pesquisas sobre os diferentes aspectos envolvidos na gestão do espaço, orientando sobre o cumprimento das normas de vigilância sanitária, de forma a garantir a segurança e a saúde do profissional.
Recursos
Para esta competência sugere-se o uso diversificado de recursos pedagógicos, tais como:
- mapas conceituais, que auxiliam na organização de conceitos e permitem ao aluno estabelecer relações entre os conhecimentos, as habilidades e as atitudes trabalhados e as situações de trabalho inerentes a ocupação;
- Senac Recomenda: playlists que auxiliam nas diversas discussões propostas com vídeos relacionados à competência da UC: https://www.youtube.com/SenacRecomenda
- checklists e manuais de procedimentos: para orientar e avaliar as práticas de higienização e organização do ambiente;
- modelos tridimensionais e diagramas: que representem a disposição ideal de mobiliários e utensílios, respeitando os princípios de ergonomia;
- simuladores digitais: ferramentas que permitam simular a gestão e organização de espaços de trabalho.
UC 3: maquiar o rosto do cliente.
- Práticas profissionais e estudos de caso: recomenda-se que o docente proponha atividades por meio das quais os alunos analisem a pele, façam a higienização e o preparo cutâneo, corrijam imperfeições e definam estilos de maquiagem com base em visagismo, luz e sombra e teoria das cores. Essas práticas podem ser enriquecidas por estudos de caso que apresentem situações reais ou simuladas, favorecendo a identificação de soluções criativas e eficazes.
- Simulações e aprendizagem baseadas em problemas: sugerem-se cenários de atendimento para diferentes faixas etárias e eventos, incentivando os alunos a lidarem com geometria facial, retirada de excesso de pelos das sobrancelhas e aplicação de produtos adequados ao biótipo e às preferências do cliente.
- Debates: propõe-se fomentar discussões sobre moda, tendências históricas e visagismo, permitindo que os alunos se aprofundem no universo da maquiagem profissional. Esses debates podem culminar em pesquisas de tendência por meio das quais cada estudante contribua com suas habilidades para a elaboração de propostas que integrem estilo, criatividade e atendimento personalizado.
- Aprendizagem baseada em jogos e gamificação: é indicado utilizar jogos e dinâmicas que envolvam teoria das cores, combinações de produtos e identificação de estilos de maquiagem.
Recursos
Para esta competência sugere-se o uso diversificado de recursos pedagógicos, tais como:
- objetos de aprendizagem digitais (simuladores, plataformas interativas e ferramentas de realidade aumentada): permitem testar combinações de produtos e técnicas de maquiagem, bem como registrar cada etapa para posterior análise e construção de portfólio;
- modelos em facechart: propiciam o treino prático de correções, aplicação de conceitos como luz e sombra, exercício prático de visagismo em réplicas faciais, assegurando o aperfeiçoamento das técnicas antes do atendimento real ao cliente;
- murais colaborativos (físicos ou virtuais): espaço para compartilhar inspirações, tendências históricas, referências de moda e visagismo, incentivando a troca de informações e a reflexão coletiva;
- mapas conceituais e registros fotográficos/vídeos: ferramentas para organizar o processo de aprendizagem e acompanhar a evolução dos alunos, permitindo que avaliem o próprio desempenho, identifiquem pontos de melhoria e desenvolvam um portfólio profissional.
UC 4: Projeto Integrador Maquiador.
1 - Criatividade e atitude empreendedora: sugere-se o desenvolvimento de pesquisa por meio da qual os alunos mapeiem práticas em ambientes de trabalho reais ou estudos de caso e proponham estratégias para estabelecer parcerias com outros profissionais da área da Beleza e afins.
2 - Colaboração e comunicação: indica-se que sejam organizados role-plays simulando reuniões entre profissionais que atuam em conjunto, visando alinhar e elevar a experiência do cliente.
4 - Autonomia digital: recomenda-se o uso de ferramentas digitais de benchmarking para pesquisar e compartilhar melhores práticas em diferentes ambientes de atuação do maquiador.
5 - Atitude sustentável: sugere-se a realização de palestras com profissionais maquiadores ou empresas do setor para compartilhar o impacto de práticas sustentáveis no dia a dia e nas próximas gerações.
[1] SENAC. DN. Competência. Rio de Janeiro, 2022. (Coleção de documentos técnicos do Modelo Pedagógico Senac). Disponível em: http://www.extranet.senac.br/modelopedagogicosenac/. Acesso em: jun. 2023.
[2] Recomenda-se o acesso à Cachola (https://cachola.senac.br/ ), que oferece recursos voltados à aplicação de tecnologias digitais no planejamento de situações de aprendizagem e ao estímulo de práticas pedagógicas inovadoras no contexto educacional.
[3] Desenvolvida em parceria com a OIT/Cinterfor – Centro Interamericano para o Desenvolvimento do Conhecimento na Formação Profissional da Organização Internacional do Trabalho, recomenda-se o acesso à Plataforma Cubus (https://cubus.oitcinterfor.org/).
[4] Recomenda-se a consulta ao portal Espaço Docente (https://espacodocente.senac.br/area-exclusiva/guias/ ), que disponibiliza o Anuário de Tecnologias Educacionais
[5] Recomenda-se a consulta ao portal Espaço Docente (https://espacodocente.senac.br/area-exclusiva/mapeamentos/ ), que disponibiliza o Mapeamento de Tecnologias Digitais.
Avaliação
Forma de expressão dos resultados da avaliação
Toda avaliação deve ser acompanhada e registrada ao longo do processo de ensino-aprendizagem, garantindo um acompanhamento contínuo do desenvolvimento do aluno. Para isso, foram definidos os tipos de menção a serem utilizados tanto nos registros parciais, realizados ao longo do processo, como nos registros finais, ao término da unidade curricular ou do curso.
As menções adotadas no Modelo Pedagógico Senac refletem o compromisso com o desenvolvimento das competências e visam minimizar a subjetividade na avaliação, proporcionando mais clareza e objetividade na mensuração do aprendizado.
Dessa forma, foram estabelecidas menções específicas para cada etapa do processo avaliativo, assegurando coerência na progressão da aprendizagem e contribuindo para um acompanhamento mais preciso do desempenho dos alunos.
Menção por indicador de competência
A partir dos indicadores que evidenciam o desenvolvimento da competência, foram estabelecidas menções para expressar os resultados de uma avaliação. As menções que serão atribuídas para cada indicador são:
durante o processo:
• atendido – A;
• parcialmente atendido – PA;
• não atendido – NA;
ao término da unidade curricular:
• atendido – A;
• não atendido – NA.
Menção por unidade curricular
Ao término de qualquer unidade curricular (Competência, Estágio, Prática Profissional, Prática Integrada ou Projeto Integrador) estão as menções relativas a cada indicador. Caso algum dos indicadores não seja alcançado em alguma UC, o aluno será considerado reprovado naquela unidade. É com base nessas menções que se estabelece o resultado da unidade curricular. As menções possíveis para cada uma são:
• desenvolvida – D;
• não desenvolvida – ND.
Menção para aprovação no curso
Para aprovação no curso, o aluno precisa alcançar D (desenvolvida) em todas as unidades curriculares.
Além da menção D (desenvolvida), o aluno deve ter frequência mínima de 75%, conforme legislação vigente. Na modalidade a distância, o controle da frequência é baseado na realização das atividades previstas:
• aprovado – AP;
• reprovado – RP.
Recuperação
A recuperação ocorrerá imediatamente à constatação das dificuldades do aluno, podendo ser propostas atividades como resolução de problemas, estudos dirigidos e outras estratégias de aprendizagem que contribuam para o desenvolvimento da competência. Na modalidade de oferta presencial, é possível a adoção de recursos de educação a distância.
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