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Gastronomia para pessoas com restrições alimentares

Gastronomia para pessoas com restrições alimentares

Turma - 2026.11.53

PRESENCIAL

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A restrição alimentar é um problema cada vez mais comum entre as pessoas. Tem crescido a quantidade de brasileiros que sofrem algum desconforto gastrointestinal quando ingerem alimentos que contém glúten, lactose ou outros produtos que são frequentes em alergias. Conforme a Abip [1],  observa-se uma crescente procura e até modismo em relação a alimentos sem glúten, o que aumentou a popularidade por alimentos orgânicos e com ingredientes restritos. Observa-se ainda um movimento de conscientização e divulgação de pesquisas sobre intolerâncias, alergias e saúde. Além disso, 2 milhões de brasileiros são celíacos, um em cada 11 brasileiros tem diabetes e um em cada quatro é hipertenso. Por fim, no Brasil, 14% da população se declara vegetariana, segundo pesquisa do IBOPE 2018[2].

Com essa mudança de pensamento do consumidor, que passou a dar mais atenção aos valores nutricionais dos alimentos, faz-se necessário que os profissionais da gastronomia desenvolvam técnicas de preparo de alimentos sem glúten, sem lactose, sem açúcar e com baixo teor de sódio.

O curso de aperfeiçoamento em Gastronomia para pessoas com restrições alimentares tem como objetivo desenvolver a seguinte competência: preparar e finalizar produções gastronômicas para pessoas com restrições alimentares.

É destinado a profissionais da gastronomia e alunos que estejam buscando aperfeiçoamento técnico em gastronomia para pessoas com restrições alimentares.

[1] ABIP. Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria. Tendências de alimentação para 2019. Disponível em: http://www.abip.org.br/site/tendencias-de-alimentacao-para-2019/. Acesso em: 09 de set. 2019.

[2] PESQUISA do IBOPE aponta crescimento histórico no número de vegetarianos no Brasil. In: Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB). São Paulo, 20 mai. 2018. Disponível em: https://www.svb.org.br/2469-pesquisa-do-ibope-aponta-crescimento-historico-no-numero-de-vegetarianos-no-brasil. Acesso em: 29 ago. 2018.

O desenvolvimento da oferta ora proposta requer docentes com experiência no preparo de alimentos para pessoas com restrições alimentares e formação em Nutrição ou áreas afins.

As orientações metodológicas deste curso, em consonância com a Proposta Pedagógica do Senac, pautam-se pelo princípio da aprendizagem com autonomia e pela metodologia de desenvolvimento de competências, estas entendidas como ação/fazer profissional observável, potencialmente criativo(a), que articula conhecimentos, habilidades e atitudes/valores e que permite desenvolvimento contínuo.

Para o desenvolvimento das competências, foi configurado um percurso metodológico que privilegia a prática pedagógica contextualizada, colocando o aluno frente a situações de aprendizagem que possibilitam o exercício contínuo da mobilização e articulação dos saberes necessários para a ação e para a solução de questões inerentes à natureza da ocupação.

O Senac possui marcas formativas que reforçam o compromisso da instituição com a formação integral do ser humano, considerando aspectos relacionados ao mundo do trabalho e ao exercício da cidadania, conforme o objetivo de cada curso. São estas: domínio técnico-científico, visão crítica, atitude empreendedora, sustentável e colaborativa, atuando com foco em resultados.

Nesse sentido, sugere-se adotar estratégias diversificadas, que possibilitem a participação ativa dos alunos no desenvolvimento dos elementos necessários às atividades relacionadas com seu campo de trabalho, por meio de práticas monitoradas em ambientes pedagógicos (internos e externos).

Indica-se, ainda, que os equipamentos e utensílios utilizados na execução das produções gastronômicas para pessoas com restrições alimentares sejam exclusivamente destinados para o curso, evitando a contaminação cruzada nas preparações.

Além disso, destaca-se a necessidade da ênfase ao trabalho em equipe desde o início do curso, particularmente fundamental para quem trabalha na preparação e finalização de produções gastronômicas, fortalecendo o processo de trabalho. Estas produções podem envolver desde os alimentos sem glúten e sem lactose, até mesmo a restrição de uso de grupos de alimentos que mais causam alergias (como amendoim, ovo, frutos do mar etc.), redução ou ausência de açúcar e sal, entre outros.

De forma coerente com os princípios pedagógicos da Instituição, a avaliação tem como propósitos:

  • Ser diagnóstica: Averiguar o conhecimento prévio de cada aluno e seu nível de domínio das competências, indicadores e elementos, elencar as reais necessidades de aprendizado e orientar a abordagem docente.
  • Ser formativa: Acompanhar todo o processo de aprendizado das competências propostas neste plano, constatando se o aluno as desenvolveu de forma suficiente para avançar a outra etapa de conhecimentos e realizando adequações, se necessário.
  • Ser somativa: Atestar o nível de rendimento de cada aluno, se os objetivos de aprendizagem e competências foram desenvolvidos com êxito e verificar se o mesmo está apto a receber seu certificado ou diploma.

 

7.1. Forma de expressão dos resultados da avaliação

  • Toda avaliação deve ser acompanhada e registrada ao longo do processo de ensino e aprendizagem. Para tanto, definiu-se o tipo de menção que será utilizada para realizar os registros parciais (ao longo do processo) e finais (ao término da Unidade Curricular/curso).
  • As menções adotadas no Modelo Pedagógico Senac reforçam o comprometimento com o desenvolvimento da competência e buscam minimizar o grau de subjetividade do processo avaliativo.
  • De acordo com a etapa de avaliação, foram estabelecidas menções específicas a serem adotadas no decorrer do processo de aprendizagem:

 

7.1.1. Menção por indicador de competência

A partir dos indicadores que evidenciam o desenvolvimento da competência, foram estabelecidas menções para expressar os resultados de uma avaliação. As menções que serão atribuídas para cada indicador são:

Durante o processo

  • Atendido - A
  • Parcialmente atendido - PA
  • Não atendido - NA

Ao final da Unidade Curricular

  • Atendido - A
  • Não atendido - NA

 

7.1.2. Menção por Unidade Curricular

Ao término de cada Unidade Curricular (Competência), estão as menções relativas a cada indicador. Se os indicadores não forem atingidos, o desenvolvimento da competência estará comprometido. Ao término da Unidade Curricular, caso algum dos indicadores não seja atingido, o aluno será considerado reprovado na unidade. É com base nessas menções que se estabelece o resultado da Unidade Curricular. As menções possíveis para cada Unidade Curricular são:

  • Desenvolvida - D
  • Não desenvolvida – ND

 

7.1.3. Menção para aprovação no curso

Para aprovação no curso, o aluno precisa atingir D (desenvolveu) em todas as unidades curriculares (Competências e Unidades Curriculares de Natureza Diferenciada).

Além da menção D (desenvolveu), o aluno deve ter frequência mínima de 75%, conforme legislação vigente. Na modalidade a distância, o controle da frequência é baseado na realização das atividades previstas.

  • Aprovado - AP
  • Reprovado - RP

 

7.2. Recuperação

A recuperação será imediata à constatação das dificuldades do aluno, por meio de solução de situações-problema, realização de estudos dirigidos e outras estratégias de aprendizagem que contribuam para o desenvolvimento da competência. Na modalidade de oferta presencial, é possível a adoção de recursos de educação a distância.

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